Injusta rejeição ao menor

01/06/2014


Entrevista ao jornal “A Gazeta”, de Vitória, edição de 2 de outubro de 1988. Concedida à Jornalista Sandra Aguiar.[1]Num certo trecho da entrevista, provocado por uma pergunta da jornalista a propósito de menores, disse: Há uma rejeição da sociedade ao menor, quando deveria ocorrer o contrário. Um menor maltrapilho não pode entrar num shopping center. Na “Comissão de Justiça e Paz” nós temos permanente contato com o “Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua”. O depoimento dessas pessoas é no sentido de que o menor realmente perigoso, capaz de tirar uma faca, cometer um assalto à mão armada é minoria. O que há, realmente, são menores abandonados, dos quais alguns são capazes de praticar pequenos furtos, o que é natural.  No estado de abandono em que se encontram, a prática de pequenos furtos é um ato de legítima defesa.  A sociedade tem que simplesmente conviver com essa situação.


[1]Transcrita em nosso livro “Para onde vai o Direito?” Porto Alegre, Livraria do Advogado, 3ª edição, p. 151 e seguintes.


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